Página do artista
Gustavo Sobral escreve e desenha. E muitas vezes torna texto e desenho inseparáveis no espaço dos seus livros e ensaios. Um desenhista que se diz desenhista de “fachadas” pelo seu interesse na arquitetura e nos espaços da cidade.
Usa o “traço torto” dos seus desenhos e, quando sai por aí, leva um pequeno caderno de desenhos e com uma simples caneta nanquim e vai registrando o que quer ver até que, quando o desenho pede, adota a cor, e o Canson, sentado no seu bureau.
Foi entre a história e o jornalismo, que o interesse de Sobral pelo desenho se consolidou, entre Frans Post, Jean-Baptiste Debret e a Revista Serrote, os cartuns da The New Yorker, Saul Steinberg e Millôr Fernandes.
O primeiro livro autoral, 2011, investigou a arquitetura moderna; o trabalho de conclusão em Jornalismo (2012) foi uma revista de arquitetura e a dissertação de mestrado, no mesmo ano, dedicou-se ao estudo do jornalismo cultural em texto, imagem e cor.
Quando chegou no jornal foi com a série Casas, texto seus que trouxe com desenhos de Arthur Seabra, em 2013; parceria que se desdobrou em 2016, com os Diários do Norte.
Até que, em 2016, publicou Petrópolis, mas desse vez como autor do texto e dos desenhos da capa ao miolo. E o seu trabalho gráfico surgiu com o jornalismo, no livro para os livros e pelos livros a título de ilustração.
Até que, até que, entre os tantos livros que publicou antes e depois, em 2022, chegou a Cenas Natalenses, um livro em que desenho e texto se somaram no que começou a chamar de jornalismo visual proposta que veio a revisitar em 2026, com Conversas da praia.
Independente dos livros, sua produção artística também passou a ganhar independência, no que se pode ver nos seus trabalhos em série, desenho puro, que virou os postais da série Natal Histórica, com edifícios históricos da sua cidade Natal.
Neste meio tempo, também é preciso relacionar, contribuições em desenhos para outros autores, a participação na exposição Caju, as contribuições ao Observatório da Imprensa, não só em texto, mas também em alguns desenhos.
Em 2023, uma viagem ao sertão na Comitiva IHGRN resultou numa coleção de desenhos em nanquim e nas casas de Acari; em 2024, a vegetação pelo caminho rumo à região do Bico do Papagaio e uma viagem ao Rio de Janeiro.
Até que, em 2026, chegou a Tibau do Sul, colocando o lápis de cor a serviço do retrato da cidade, fruto de sua temporada na praia que, juntamente com os desenhos para o livro Conversas da Praia, resultou na sua primeira exposição individual. A trajetória continua.
Para consultar dimensões, solicitar catálogo de preços ou propor projetos de exposição, escreva para [email protected].
Compartilhe Essa História:




