A Viúva Machado de Elza Bezerra

Livro e exposição de Maria Elza Bezerra Cirne sobre a Viúva Machado reúnem a história de vida de uma mulher empresária à história da sua cidade Natal

Foi preciso revirar o mundo, revolver cartórios, consultar jornais velhos, documentos, fotografias antigas e muito mais para conhecer, entender e mostrar, escrever e publicar um livro que mudou a história e montar uma exposição que a recria.

Foi preciso andar dois continentes, percorrer a cidade do hoje e encontrar as cidades do passado, qual era Natal em 1900, 1910, 1920, 1930, e por aí em diante. Foi preciso conhecer a história da aviação, passar por duas guerras, atravessar as mudanças sociais, econômicas e políticas que o tempo trouxe. Foi preciso desafiar-se e ver para além de uma lenda, a história de uma mulher empresária.

A biografia da Viúva Machado, Amélia Duarte Machado, livro de Maria Elza Bezerra Cirne, publicação da autora, 2025, em uma caprichada edição, e a exposição homônima dão conta de tudo isso.  Trama que revela a tenacidade de Elza Bezerra Cirne ao revelar o seu completo comprometimento com a pesquisa e a escrita e com a capacidade de transformar o livro em mais que um livro, mas também em uma obra de arte ao propor uma exposição.

Passado e memória são confrontados pela história contada por Elza Bezerra a revelar uma figura que era só lenda e uma cidade que andava esquecida. Ao fazer justiça à história de Amélia Duarte Machado, Elza Bezerra oportuniza a Natal encontrar o seu próprio passado ao revelar que a grandeza de uma mulher pode ultrapassar a sua própria vida e ao ser capaz de recriar a própria vida da cidade.

Seja nas páginas do livro, seja ao percorrer a exposição, o natalense também vai encontrar a si mesmo na própria história de sua cidade como história de si mesmo.

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Gustavo Sobral

Sobre o autor: Gustavo Sobral

Gustavo Sobral é jornalista e escritor, tudo que escreve, rabisca e publica está disponível no seu site pessoal gustavosobral.com.br